VIII Congresso de Inovação e Metodologias, para debater o futuro da Educação Superior, abre inscrições

VIII Congresso de Inovação e Metodologias, para debater o futuro da Educação Superior, abre inscrições

Em formato interinstitucional, evento convoca a comunidade acadêmica para propor minicursos e oficinas com foco em justiça social, democracia e os impactos da Inteligência Artificial

O Ensino Superior e Tecnológico vive um período de transformações profundas. Diante da aceleração tecnológica e das novas demandas sociais, as universidades enfrentam o desafio de reinventar suas práticas pedagógicas e estruturais. 

É nesse cenário de transição que surge o VIII Congresso de Inovação e Metodologias no Ensino Superior e Tecnológico, uma robusta iniciativa interinstitucional que acaba de abrir inscrições para a submissão de minicursos e oficinas.

O evento é fruto de uma cooperação estratégica liderada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria de peso com a Universidade Federal de Lavras (UFLA), a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e a Universidade Federal de Catalão (UFCAT). 

A união dessas grandes instituições do ecossistema educacional reforça o compromisso de construir soluções integradas e compartilhadas para o desenvolvimento acadêmico nacional.

Universidade em contextos emergentes

Nesta oitava edição, o congresso assume uma postura analítica e urgente sob o tema central “Universidade em contextos emergentes: democracia, justiça social e planificação”

O objetivo claro é ir além da discussão puramente técnica, promovendo uma troca de saberes que fomente a produção e a divulgação de práticas didático-metodológicas genuinamente inovadoras, mas que também respondam aos apelos por inclusão e equidade social.

As propostas enviadas pela comunidade acadêmica devem se alinhar a nove eixos temáticos fundamentais que desenham o panorama atual da educação do futuro:

  • Planificação política, econômica e educacional;
  • Tecnologias digitais e inteligência artificial na educação superior;
  • Metodologias de ensino-aprendizagem;
  • Avaliação da aprendizagem no ensino superior;
  • Currículo e políticas institucionais de graduação;
  • Formação docente universitária;
  • Inclusão no ensino superior;
  • Assessoria pedagógica universitária;
  • Centralidade discente no ensino universitário.

Formatos práticos: minicursos e oficinas

Para esta chamada de propostas, a organização estipulou dois formatos centrais de atividades práticas, visando o compartilhamento pragmático de experiências de sucesso:

  • minicursos: caracteridos como ações pedagógicas estruturadas de 2 a 3 horas, com base teórica ou focadas na apropriação sistemática de uma determinada prática educacional;
  • oficinas: espaços essencialmente coletivos e de intensa interação. O grande diferencial das oficinas é a exigência de uma entrega prática. Os participantes devem construir conhecimentos que culminem em um produto palpável final, seja um plano de atividades bem delineado, um produto físico, o registro documental de uma ação, um vídeo educativo ou um software.

Quem pode fazer propostas? 

As propostas podem ser submetidas por docentes, técnicos-administrativos e estudantes de pós-graduação (estes últimos em parceria com servidores da instituição). 

É uma oportunidade de ouro para que pesquisas de ponta e vivências da rotina administrativa e de sala de aula ganhem visibilidade em âmbito nacional.

Informações e cronograma

O VIII Congresso ocorrerá de forma totalmente presencial nos dias 2 e 3 de dezembro, tendo como sede o campus da UFMG, em Belo Horizonte. As propostas de atividades (minicursos e oficinas) devem ser enviadas por meio de formulário eletrônico até o dia 30 de junho.

Para obter o link de inscrição, ler a chamada completa e tirar dúvidas, os interessados podem acessar a página oficial do evento da UFMG ou entrar em contato pelo telefone (31) 3409-6451.

Com um olhar atento às urgências do nosso tempo, em especial o impacto da Inteligência Artificial e a necessidade de se manter a centralidade do estudante no processo formativo, o evento se consolida como um polo essencial para educadores que desejam desenhar, hoje, a universidade de amanhã.