Docente escondeu uma palavra invisível no enunciado da avaliação; ao identificar o termo sem sentido nas respostas, concluiu que a maioria da turma havia recorrido à inteligência artificial sem revisar o texto
Por Gabriela Neves, da Radio Itatiaia
27/07/2026 às 16h30 • Atualizado há 18 horas
Jason Gibson, um professor universitário nos Estados Unidos, viralizou nas redes sociais ao revelar a estratégia que usou para identificar alunos que recorreram à inteligência artificial (IA) durante uma prova. Segundo ele, 32 dos 35 estudantes de duas turmas foram reprovados em uma parte da avaliação depois que entregaram respostas contendo uma palavra escondida propositalmente no enunciado do exame.
Em uma série de vídeos publicados no TikTok, o docente explicou que inseriu, em letras brancas e invisíveis à primeira vista, a palavra “Madagascar” em um trecho do texto da prova. O teste, por outro lado, pedia que os alunos escrevessem um texto sobre a Revolução Industrial. A intenção era descobrir se algum estudante copiaria o enunciado integralmente para uma ferramenta de IA, sem perceber a palavra oculta.
“Se ‘Madagascar’ aparecesse em algum lugar da resposta dos meus alunos de um jeito que não fizesse sentido, eu sabia que eles tinham copiado todo o texto e jogado na inteligência artificial”, afirmou o professor.
O resultado surpreendeu até o próprio docente. Das 35 provas, 32 continham referências desconexas à palavra escondida, indicando que os alunos copiaram o enunciado completo para a IA e devolveram o texto gerado praticamente sem qualquer revisão.
Confira o vídeo do professor:
O professor disse acreditar que os estudantes sequer releram o material antes de enviá-lo. “Se vocês vão usar IA para gerar toda a resposta, pelo menos releiam. Tentem garantir que faça algum sentido. Coloquem o texto nas próprias palavras”, declarou.
Após corrigir as provas, o docente informou aos alunos como havia identificado o uso da IA e ofereceu a possibilidade de contestação das notas. Apenas dois dos 32 estudantes reprovados recorreram da decisão. Segundo ele, somente uma aluna conseguiu reverter a reprovação ao explicar que utilizava o modo escuro no computador, o que teria tornado a palavra invisível visível durante a realização da atividade.
Apesar da repercussão, o professor afirmou que não sente satisfação em reprovar estudantes e disse que seu objetivo é preservar a integridade acadêmica. “Não sinto nenhuma gratificação em ver alunos reprovarem. Essa nunca foi minha intenção”, afirmou.
Ele também ponderou que universidades e professores ainda vivem um período de adaptação à popularização da inteligência artificial. Na avaliação do docente, ainda não existem pesquisas suficientes para definir quais são as melhores práticas sobre o uso dessas ferramentas no ensino superior. “Todos estamos tentando inovar, implementar soluções e preservar algum nível de integridade acadêmica. Ninguém tem todas as respostas sobre como lidar com a IA na educação”, concluiu.
Matéria extraída integralmente do site da Rádio Itatiaia e produzida por Gabriela Neves

Com 44 anos, Rafael Vivian Gmeiner é jornalista especialista em Produção de Conteúdo, especializado em Franquias, CEO da Agência VitalCom, do site Mundo das Franquias e do site Educação & Tendências. Atua há mais de 23 anos, com Jornalismo e Comunicação, tendo passagens por jornais impressos, televisão, rádio e sites. Também, é especialista em Assessoria de Imprensa, segmento em que já atua há quase duas décadas. Além disso, é produtor de conteúdo, em especial para o ambiente online, que requer técnicas de SEO, otimização de textos para melhor posicionamento nos buscadores. Há mais de 10 anos é especializado no setor de Franquias, no qual mantém o seu site de notícias. Além disso, é sócio de uma franqueadora. Entre os seus parceiros e clientes atuais estão a reconhecida jornalista Analice Nicolau; Mônica Lobenschuss, especialista em Growth Hacking, Estratégias de Negócios e Mídias digitais; e a rede de franquia Face Doctor. Rafael também já prestou serviços para o governo da Argentina, com ações específicas no Brasil.
