Bett Brasil é palco de uma transformação: Teachy lança relatório inédito sobre IA na educação

Bett Brasil é palco de uma transformação: Teachy lança relatório inédito sobre IA na educação

A maior IA pedagógica do mundo, a Teachy lançou no dia 5/05, durante a Bett Brasil o relatório inédito ‘IA 2027: A nova era das superescolas’; em pesquisa acompanhada por professores e gestores brasileiros

Um dos debates mais recorrentes no país gira em torno do impacto da Inteligência Artificial em sala de aula. De forma precária e por falta de conhecimento e usabilidade, ainda há o temor da substituição do professor pela tecnologia. 

Contudo, a Teachy, maior plataforma de inteligência artificial pedagógica do mundo, utilizada por mais de 5 milhões de professores, mostra o contrário com o relatório inédito IA 2027: A nova era das superescolas, lançado oficialmente do dia 5 de maio, durante a Bett Brasil, maior eventto de Tecnologia e Inovação para a Educação da América Latina. 

Os dados reforçam e fortalecem importante presença da IA nas escolas e nas salas de aula. Pela segunda vez consecutiva, os dados da Teachy mostram que o uso de IA nas escolas brasileiras está se traduzindo em resultados concretos de aprendizagem, e os números estão crescendo.

O estudo mais abrangente já produzido pela empresa sobre o impacto da inteligência artificial na educação básica, feita com uma pesquisa quantitativa, com mais de 600 professores e gestores escolares brasileiros, distribuídos por todas as regiões do país, em instituições de ensino públicas e privadas, do Fundamental I ao Ensino Médio.

O material combina dados proprietários com análises de experiências reais no Brasil e no exterior, além de referências de instituições como Stanford HAI, Harvard University e UNESCO.

A Teachy identificou que a percepção de melhora nas notas dos alunos subiu de 77% para 81% em apenas um ano. O engajamento em sala também avançou: 86% dos professores relatam que seus alunos estão mais participativos quando atividades com IA são incorporadas ao ensino.

“Quando olhamos para os dados de ano a ano, a mensagem é clara: a IA não é mais uma promessa. Ela está funcionando. E os professores são a razão disso”, afirma Pedro Siciliano, CEO da Teachy e especialista em Inteligência Artificial aplicada à educação.

Além do impacto pedagógico, a pesquisa revela uma mudança estrutural no perfil de uso: 63% dos professores já utilizam IA pedagógica há mais de seis meses, e mais da metade a incorporou em pelo menos duas aulas por semana. O uso esporádico cedeu lugar à rotina. E os efeitos aparecem: 91% dos docentes relatam economia de tempo, com quase metade recuperando mais de 15 horas mensais antes destinadas a tarefas operacionais.

O CEO destaca que o objetivo do estudo é ampliar o debate sobre como a inteligência artificial redefine o papel da escola. “A IA não substitui o professor, ela amplia sua capacidade pedagógica. Estamos entrando na era das superescolas, instituições que conseguem personalizar o ensino em escala sem abrir mão da autonomia pedagógica.”

Mais dados do relatório

O relatório parte de uma constatação direta: a Inteligência Artificial já entrou na escola, independentemente de decisões institucionais formais. Ela está presente nos celulares dos estudantes, nos planejamentos dos professores e nas expectativas das famílias. Nesse cenário, preparar-se com intencionalidade deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser uma condição de funcionamento para redes e instituições que desejam permanecer relevantes. Em um contexto de transformação acelerada, adiar decisões estratégicas sobre IA por semanas pode significar anos de atraso pedagógico.

Os dados mostram a velocidade dessa transição. Por exemplo, em 2022, apenas sete países possuíam frameworks estruturados de formação docente voltados à Inteligência Artificial. Em 2025, apenas três anos depois, a UNESCO já apoiava mais de 58 países na criação ou atualização de diretrizes de competências em IA para educadores e formuladores de políticas públicas, sinalizando uma reorganização global do papel do professor diante das novas tecnologias.

No Brasil, o uso da Inteligência Artificial já está consolidado no cotidiano escolar. Mais de 80% de professores e alunos utilizam IA regularmente em atividades educacionais. Entre os docentes, mais de 60% já adota ferramentas pedagógicas específicas há pelo menos seis meses, e mais da metade utiliza essas soluções em duas ou mais aulas por semana.

Além disso, mais de 86% dos professores identificou aumento no engajamento dos estudantes, mais de 82% observou melhora no desempenho acadêmico e quase 50% relata mudanças positivas de comportamento dos alunos fora da sala de aula.

Além disso, 72% dos gestores dizem que IA já é fator de interesse ou decisão para novas famílias na hora de escolher a escola.

Ainda, segundo o estudo inédito, os alunos que mais se beneficiam com IA são os que mais precisam, já que promove acessibilidade para alunos com deficiências, personalização para alunos com lacunas estruturais e proporcionar o desenvolvimento de materiais adaptados para alunos neurodivergentes.

Pedro Siciliano reforça que o estudo busca apoiar gestores na tomada de decisão estratégica. “A IA não é mais uma tendência futura. Ela já reorganiza o presente da escola. O desafio agora não é decidir se a instituição vai usar Inteligência Artificial, mas como vai usar de forma pedagógica, segura e alinhada ao seu projeto educacional”

Tecnologia na redução de desigualdades

O impacto mais expressivo entre estudantes com maior defasagem educacional também aponta para o potencial da tecnologia como ferramenta de redução de desigualdades dentro da escola. Ao permitir que atividades sejam adaptadas rapidamente a diferentes níveis de aprendizagem, a Inteligência Artificial amplia as possibilidades de acompanhamento individual, algo historicamente limitado pelo tempo disponível do professor.

Professor deixa de ser executor e passa a ser estrategista pedagógico

O levantamento da Teachy mostra que as aplicações mais frequentes da IA entre docentes incluem:

  • planejamento estruturado de aulas em menos tempo
  • adaptação de conteúdos para diferentes níveis de aprendizagem
  • criação automática de listas de exercícios
  • correção e geração de feedback pedagógico
  • personalização de atividades por turma ou aluno

Esse movimento reposiciona e fortalece o professor, que passa a atuar como gestor do processo de aprendizagem, e não apenas executor de conteúdos curriculares. “A Inteligência Artificial não ensina e não substitui o professor. Ela amplia a capacidade do professor de ensinar melhor”, afirma Siciliano.

Redução da sobrecarga docente já aparece como efeito direto

Outro impacto relevante observado é a diminuição do tempo gasto com tarefas administrativas e repetitivas, historicamente apontadas como uma das principais causas de desgaste profissional na educação básica.

Com apoio da IA, professores passam a concentrar mais energia em:

  • acompanhamento individual de estudantes
  • intervenções pedagógicas mais rápidas
  • estratégias de engajamento em sala
  • adaptação curricular em tempo real

Baixe e confira o relatório completo pelo link: https://www.teachy.com.br/pt-BR/ebook/ia-2027-superescolas